História do Santuário
A idéia da construção da primitiva capela partiu inicialmente de Dom Frei João da Cruz, bispo do Rio de Janeiro, por ocasião de sua visita pastoral ao então arraial de Conceição, em 16 de junho de 1.745. Sugeriu ele que se erguesse um pequeno templo para a imagem do Cristo Crucificado, ali existente e tida como milagrosa. Alguns anos depois, a 25 de maio de 1.750, a capela, bastante modesta recebeu a benção inaugural, embora a provisão definitiva só viesse a ser concedida a 21 de abril de 1.770.
Organizada em 1.759 a Irmandade ao Senhor Bom Jesus de Matozinhos, decidiu-se no ano seguinte, a construção de nova igreja, com aproveitamento porem da primitiva capela, que passaria a servir de capela-mor. Em 1.773 o novo prédio já estava quase concluído, faltando apenas os arremates das torres. Cinco anos depois, os próprios moradores se encarregariam de construir uma calçada rústica de acesso à capela.
O douramento e as pinturas do teto, da capela-mor, do arco-cruzeiro e dos retábulos, trabalhos iniciados em fins de 1.805 e terminados em 1.811, couberam ao mestre Joaquim Pintor, que se inspirou, ao que consta, em cenas bíblicas de estampas reproduzidas em algum missal do século XVIII. As obras de talha, compreendendo três altares, foram concluídas no primeiro quartel do século XIX, não constando, entretanto, o nome do artista executor. O conjunto de balaustradas de jacarandá – das arcadas, da nave, do coro e das laterais – foi adquirido pela irmandade a 11 de janeiro de 1.807.
Em 1931/1934, encontrando-se a Igreja em péssimo estado de conservação, foi totalmente demolida e substituída por outro edifício, de gosto moderno. Conservaram-se apenas as obras de talha, que vieram a ser tombadas pelo IPHAN, conforme inscrição n469 - livro de Belas Artes, fls.80, em data de 03 de outubro de 1962.




